Modalidades do Tiro Prático

1.

Steel Chalenge

Nessa modalidade é necessário completar sete pistas. Cada pista tem cinco alvos, e o atirador precisa acertar esses alvos no menor tempo possível. Para isso, cada competidor percorre as pistas cinco vezes. O maior tempo é desprezado. O Desafio do Aço é considerado um ótimo treino para a prática do IPSC.

4.

Silhueta Metálica

É considerada uma das modalidades mais difíceis. Essas provas têm características tão diferentes das demais, que exigem estandes próprios. Os alvos metálicos lembram o perfil de galinhas, porcos, perus e carneiros. Os tamanhos e as distâncias dos alvos são adequados aos calibres das armas utilizadas, e eles são organizados em filas de 5 com distâncias entre 25 e 200 metros.

2.

NRA

É dividido em duas categorias: NRA rápido e NRA II. Em ambas as categorias os disparos são efetuados de diferentes posições: em pé, ajoelhado, sentado e deitado. No NRA rápido o atirador dispõe de 80 segundos para efetuar 24 disparos, a uma distância fixa de 25 metros. Já no NRA II são 60 disparos, a distâncias que variam de 15 a 50 metros.

5.

Shotgun

Foi criada recentemente, no Brasil, para os amantes do IPSC e, especialmente, das espingardas calibre 12. Utilizam-se armas longas (as espingardas) tanto de repetição como semiautomáticas. A prova é bem similar ao IPSC, mas são utilizados apenas alvos metálicos. O campeonato é composto por uma ou mais pistas ou “stages”. A contagem é a mesma utilizada no IPSC.

3.

Saque Rápido

Até hoje ninguém conseguiu atingir a pontuação máxima dessa modalidade. Ao iniciar a prova, o atleta deve estar com as mãos acima dos ombros, arma carregada no coldre, e os disparos devem atingir o centro do alvo. São 5 alvos a distâncias de 5 a 15 metros, com tempos pré-determinados de 3 a 8 segundos para cada série de 5 disparos.

Como iniciar no esporte

O tiro prático exige muito dos atletas, principalmente no quesito segurança. O esporte tem regras rígidas que precisam ser estudadas com atenção e compreendidas completamente. Os mais experientes, inclusive, procuram orientar os novatos sobre estas questões. Como diz a cultura popular, nada que é bom vem sem sacrifício. Mas o esforço para começar a atirar é recompensado pelo esporte apaixonante que os iniciantes encontram, com um ambiente único que valoriza, principalmente, o respeito e a cooperação.

Assim como ocorre com qualquer outra atividade, o primeiro passo é estudar um pouco sobre o assunto. Nesta fase inclui-se uma visita a um clube de tiro, pois só assistindo uma competição e entrando em contato com o ambiente de um local de provas é possível entender o esporte. Somente assim o iniciante poderá ter certeza de que quer entrar para o universo do tiro prático.

Toda essa documentação pode ser adquirida diretamente pelo interessado, ou através de um despachante. Esses contatos podem ser encontrados nos próprios clubes ou pela indicação de atletas mais experientes.

Para começar a competir o interessado terá que se registrar junto ao Exército Brasileiro como atirador. Assim, poderá comprar armas tanto de calibre permitido quanto restrito. Uma vez registrado no exército, o atirador também poderá solicitar a emissão de Guias de Tráfego, com as quais estará apto a transportar armas e munições para os estandes de tiro e locais de competição. Vale ressaltar que entende-se como trânsito de armas a não possibilidade do dono do equipamento fazer uso imediato, ou seja, a arma precisa estar em um local de difícil acesso e separada das munições.

Mas, com o tempo o atirador percebe que fabricar a própria munição é bem mais barato. Quando chegar esta hora, será preciso entrar com um requerimento para o apostilamento da atividade de recarga. Após o pedido ser autorizado, o ideal é fazer um curso e pedir orientação a atiradores mais experientes antes de adquirir todo o equipamento necessário. Muitos clubes de tiro dão cursos de recarga.